Artigos2016 - Vento no Fogo

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Quando Deus chamou Gideão, Moisés e Jeremias eles relutaram com base num senso de inferioridade baseado em suas fraquezas. Gideão disse que era o menor de sua casa, Moisés afirmou que não sabia falar bem e Jeremias disse que não passava de uma criança (Jz 6.15; Ex 4.10; Jr 1.6).   Esses homens tiveram que superar esse senso de inferioridade para que pudessem atender ao chamado de Deus para a vida deles.
     Tenho visto muitas pessoas pegarem o caminho contrário desses três homens. Elas tem afirmado que são fracas e incapazes  para cumprir o que Deus as tem chamado e tem se recusado a obedecer. Essas pessoas tem se entregado a um complexo de inferioridade que as tem paralisado. Vivem dizendo que não sabem pregar, cantar ou liderar. Comparam-se demais com outras pessoas e se vêem sempre pequenas em relação aos outros Colocam os olhos no que não possuem e não conseguem valorizar o que tem. Por isso, vivem desanimadas, tristes e prontas a qualquer momento de desistir do chamado.
     Quem tem esse senso de desvalorização acaba fazendo como os discípulos que desprezaram os cinco pães e dois peixinhos que tinham e assim mandaram Jesus despedir a multidão que com eles estavam. Se pensarmos bem era o chamado dos discípulos ouvir o Mestre e não mandar nele. Era chamado dos discípulos atrair e alimentar multidões e não afastá-lás. Se desvalorizarmos nossos "cinco pães e dois peixinhos" vamos tomar direções sem ouvir a Deus e vamos acabar afastando o que Ele nos mandou atrair.
      Pare de desvalorizar sua voz, pregação, liderança ou chamado. Pare de declarar que o que faz não é importante. Faça como o Mestre. Pegue seus "cinco pães e dois peixinhos" agradeça ao Senhor e reparta com as pessoas. Quem valoriza o que faz a ponto de se doar para os outros pode provar do milagre poderoso da multiplicação.
      Moisés se tornou libertador de Israel, Gideão juiz do povo, Jeremias um profeta pois deixaram de lado a sua imagem de inferioridade e obedeceram ao chamado. Você entende? O que você vê sobre si mesmo não condiz com aquilo que Deus pode fazer através da sua vida. Ao terminar de ler este artigo responda a si mesmo: o que estou deixando de ser por me julgar inferior?

 



 
      A sociedade contemporânea está debaixo da ditadura dos resultados. O pragmatismo parece entranhado em cada área da vida. De certa forma pertinente e legítima agimos e queremos ver os resultados, faz parte de qualquer ação pensar qual o resultado dela. Se o nosso time jogou queremos saber se ele ganhou, se fizemos o nosso trabalho queremos ver o avanço, se anunciamos o evangelho queremos ver pessoas transformadas. Não há problema nenhum em desejar resultados coerentes ao nível das ações.
        O problema não é querer resultados a questão é condicionar nossa obediência a Deus a resultados satisfatórios.Permita-me perguntar: toda vez que anda em amor, as pessoas a sua volta mudam de atitudes? Quando prega o evangelho todos sempre se convertem? Duvido que você responda a essas perguntas dizendo sim. Até mesmo o apóstolo Paulo que foi tão usado para abençoar pessoas, certa vez pregou e não somente não foi aceito como também foi apedrejado (At 14.19-21). Depois de pregar não vieram aplausos mas pedras. Quase morto o apóstolo Paulo foi amparado pelos irmãos que cuidaram de suas feridas.
       No outro dia depois de restaurado Paulo não ficou amedrontado e deprimido no seu quarto, pensando em desistir de tudo por causa do que viveu. Mas saiu e continuou a pregar o evangelho, inclusive onde tinha sido apedrejado, porque foi para isso que Deus o tinha chamado. O resultado ruim não determinou a atitude dele. Quando você está focado em obedecer, resultados bons ou ruins não vão parar você.
       O que o apóstolo Paulo fez muitos hoje não fazem. Infelizmente, hoje muitas mulheres condicionam o seu andar em amor a mudança de seu marido mudando sua obediência quando a mudança não acontece. Alguns param de ofertar se não vêem a prosperidade. Param seu ministério se não vêem o seu crescimento. Ou seja, em outras palavras estão dizendo que estão obedecendo por resultados e não pela direção do Senhor. Entenda bem, não estou defendendo uma vida de fracassos. Eu creio no poder de Deus e que viver o evangelho trará resultados, mas nunca quero condicionar minha obediência a bons resultados. Faça o mesmo também. Condicione sua obediência ao sorriso do Criador. Somente isso.



 
Medalha de ouro nos Jogos olímpicos. Lugar mais alto do pódio. Hino nacional tocando. Pessoas do mundo inteiro assistindo e impressionadas com o feito de um campeão. Ben Johnson, velocista, experimentou essa sensação quando ganhou a prova de 100 metros rasos na olimpíada de Seoul de 1988. No entanto, o mesmo que venceu foi desclassificado por causa de um doping. Da glória a vergonha.

       Esse atleta foi desclassificado por ter competido fora das regras. Quantas pessoas também parecem hoje estar subindo em pódios humanos, recebendo aplausos, mas sendo desclassificados no céu? O apóstolo Paulo disse a Timóteo: " Nenhum atleta é coroado como vencedor se não competir de acordo com as regras (2 Tm 2.5)"  Mesmo que pareça que alguém está tendo sucesso na terra, o céu não aceitará vitórias sem princípios. Não se iluda. Muitas vezes o que a terra aplaude, o céu rejeita. E o que o céu aceita, a terra rejeita. Estevão é um exemplo disso (At 7.56,57). Enquanto homens lançavam pedras nele, o Filho de Deus ficou de pé para honrá-lo.

       É possível ter aparentes sucessos ministeriais e financeiros sem viver princípios. A Palavra diz: "Do que adianta o homem ganhar todo o mundo e perder sua alma? (Mc 8.36)" Ou seja, é possível alguém ganhar sucesso e ser desclassificado por não feito de acordo com os padrões de Deus. O próprio apóstolo Paulo disse: "subjugo o meu corpo e o reduzo a escravidão para que pregando a outros eu mesmo não venha de alguma maneira ficar reprovado (1 Cor 9.27)"

       Por isso, não se preocupe em chegar "lá", mas em ser a pessoa certa ao chegar "lá". Nunca comprometa uma verdade eterna por um sucesso passageiro. Você não receberá a coroa de vencedor do Rei dos reis se não competir de acordo com as regras. Na minha vida decidi que não quero parecer um vencedor na terra e um desclassificado no céu. E você?




 
       A construção de uma boa auto-estima acontece quando entendemos a estima do alto a respeito de nós. Na verdade, um cristão não dever ter baixa auto-estima ou elevada auto-estima ele precisa de uma "Cristo-estima". Se o cristão estiver apenas focado no que ele pensa de si mesmo estará limitado pela sua imaginação.

        O Senhor não quer que você seja o que pensa, mas sim o que Ele pensa sobre sua vida. Pois, se você acredita em si mesmo. Irá tão alto quanto sua força diz. Irá tão baixo quanto sua fraqueza afirma. Se crer no Senhor irá até onde Ele diz. Um homem irá além de si mesmo se resolver crer no poder que está acima das suas forças. Em minha caminhada cristã vi muitas pessoas desistindo porque fizeram de suas fraquezas seus limites. Mas também vi pessoas crendo no Senhor e indo além dos seus limites.

        Na Palavra de Deus vemos homens que eram fracos para a missão, mas que resolveram crer e viveram o melhor de Deus. Homens, como Gideão que na sua própria visão era o menor de sua casa, mas que resolveu crer na Palavra de Deus que afirmava que era um homem valoroso e que o Senhor estava com ele (Jz 6.12). E assim venceu de acordo com a visão do alto. Escolha a visão do céu e você irá mais longe nesta terra.




 
   "Muitas são aflições do justo, mas o Senhor de todas as livra." (Sl 34.19) O poder de Deus nos livra de situações terríveis antes que elas aconteçam. Contudo o livramento de Deus não se dá apenas antes das adversidades, e sim também nas adversidades. Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não foram salvos da cova dos leões e da fornalha antes que elas acontecessem mas durante esses momentos.
       A Palavra de Deus nos ensina que quando passarmos pelas águas ela não nos submergirão, se passarmos pelo fogo ele não nos queimará. (Is 43.2) Neste texto água e fogo representam problemas, ou seja, o livramento da influência das dificuldades dentro dos problemas. Muitas pessoas perderam o ânimo dentro de uma cova ou uma fornalha porque não foram poupadas destes momentos. Se este é o seu caso, creia! Deus não te abandonou dentro do problema Ele não deixará leões te devorarem e nem as chamas te queimarem. Coloque os seus olhos em Deus e assim você estará no problema mas o problema não estará dentro de você até o momento que Deus transforme a situação.
      Daniel não ficou a noite toda orando e espantando leões, ele simplesmente dormiu, descansou. Nós precisamos crer, orar ou fazer o que é devido entretanto quando cremos precisamos deixar a fé nos levar ao descanso. Em alguns momentos o mais espiritual a fazer não é "ficar espantando leões" mas descansar. As vezes nossos desespero em oração só revela nossa incredulidade. Nesses momentos o mais espiritual era pegar a esposa, os filhos e ir ao cinema crendo que Deus ouviu e vai responder a oração.
       Coloque sua fé em Deus e descanse a situação que você está não vai te queimar ou devorar. Deus te livra dentro da cova ou fornalha. Existe uma razão para Deus não ter te livrado antes do problema. Ele quer revelar Sua eterna presença para você e para o mundo dentro da fornalha contigo. O mundo ficará admirado com o Deus presente que fortalece seus servos no meio das adversidades.



"Não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus." (Rm 8.1)  Essa é a verdade para aqueles que receberam a Cristo. Nenhuma culpa ou condenação sobre o que fizeram de errado repousa sobre aqueles que experimentaram o sangue de Jesus. No entanto, é perceptível o grande número de cristãos que andam ainda debaixo de culpa e condenação. Crentes que possuem um senso de culpa tão grande pelo que fizeram que vivem se condenando por causa dos seus erros.
          Isso é terrível porque quando alguém está dominado pela culpa ele se moverá para "baixo"ou para "cima". Para "baixo" num sistema de se sentir inferior e martirizado pelo que fez de errado. Quem vive dessa forma muitas vezes volta a cometer o mesmo erro que odeia pois a culpa faz com que a pessoa perca as forças para vencer o pecado. Constantemente aconselho pessoas sinceras que estão lutando para vencer um erro mas que por causa da condenação que atribuem a si mesmas acabam se mantendo no ciclo do seu próprio fracasso.
          Contudo existem pessoas que deixam a culpa os mover para "cima". Quando me refiro para cima falo de boas atitudes que a condenação motivou. Pessoas que fazem boas obras por se sentirem culpadas. Isso é muito perigoso porque a culpa nunca se move de forma equilibrada. Na verdade debaixo da sensação de condenação a pessoa faz boas ações como uma forma de tentar compensar suas más ações. Uma pai que se culpa por não ter conversado o suficiente com o filho,por exemplo, pode querer compensar com a doação de bens financeiros. Alguns deles ficam endividados para darem presentes e não conseguem ficar equilibrados financeiramente. Ao invés de pedir perdão a Deus, ao filho e perdoar a si mesmo, tentando mais proximidade com o filho o pai caminha pela culpa tentando compensar os seus erros. O senso de condenação tenta merecer o perdão e não trata e conserta o que realmente precisa ser ajustado.
          Por favor me deixe repetir: não há nenhuma condenação sobre sua vida. Toda vez que você confessa o seu pecado e se arrepende Deus te perdoa e nenhuma, absolutamente nenhuma culpa ou condenação pode ser atribuída a você. Creia nesse amor e perdão. Por mais vezes que você tenha errado ao ser purificado pelo sangue de Jesus é como se você nunca tivesse pecado na sua vida. Se o amor de Deus, e não há culpa for o que permear a sua vida, você terá forças para vencer o pecado que está lutando há algum tempo. Dessa forma boas ações serão motivadas pela graça de Deus e não por uma culpa que te leva a transformar boas atitudes em erros. Faça um favor a si mesmo: creia de coração que não há nenhuma condenação para sua vida por causa de Cristo Jesus.




No Brasil, infelizmente, toda forte chuva causa transtornos em algumas regiões do país. Chuvas fazem pessoas perderem suas casas e até mesmo entes queridos. Nos noticiários, vemos que em alguns casos, a causa maior da tragédia não é a chuva mas a área de risco onde as casas estão. Nessas   situações o terreno onde a casa está pode ser a diferença entre a destruição e a preservação.  
      Ao falar sobre a importância do solo Jesus disse: "E desceu a chuva, correram os rios, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. (Mt 7.25)" Dois versículos depois, Jesus diz que houve uma grande ruína numa outra casa porque estava sobre a areia. É interessante perceber que Jesus não coloca a responsabilidade da queda na tempestade mas no solo em que foi edificada.
     Se a nossa "casa" está desmoronando em desânimo e tristeza a culpa não são dos problemas, mas do lugar onde edificamos nossa vida. O solo da areia simboliza para nós o pó da terra onde o corpo humano foi constituído. Edificar a casa na areia é construir nossa vida em nós mesmos. Nossos pensamentos, emoções se tornam a base que sustenta a nossa caminhada. Colocar nossa atenção e ações baseadas em como nos sentimos ou pensamos pode nos fazer  desabar na primeira tempestade da vida.
        Tanto o homem prudente que edificou sua casa na rocha como o insensato que a estabeleceu na areia ouviram a Palavra (Mt 7.24,25). A diferença é que o prudente praticou o que ouviu e o insensato não. É a ação na Palavra que nos firma na Palavra. Ser um teórico ou um praticante da verdade revelará qual o terreno estaremos fundamentados.
      Se você se sente desanimado, triste, magoado não aja de acordo com esses sentimentos. Se a sua mente tem uma idéia mais cômoda para o que a Palavra falou não ceda a mesma. Lembre o que a Rocha da Palavra diz e escolha agir de acordo. A escolha de agir ou não revelará se você será protegido pela Rocha ou destruído na areia.




 
      Promessa e cumprimento da promessa. Alguém pode não perceber mais entre essas duas palavras existe mais do que a letra “e”. Existe uma trajetória, um caminho. Desde o início de uma Palavra liberada por Deus no coração de uma pessoa até que essa Palavra se cumpra existe uma jornada. Todos os grandes homens de Deus passaram por essa realidade.
       Da palavra profética de Samuel até o reinado de Davi, ele teve que enfrentar uma perseguição de Saul. Do sonho de José até seu governo, ele foi rejeitado por seus irmãos, tornou-se um escravo e foi preso. Do Egito para Terra Prometida Josué passou pelo deserto. Da palavra no Jordão até os milagres, Jesus passou por um jejum de 40 dias e tentações no deserto.
        Esses homens alcançaram o cumprimento das promessas, mais antes passaram pelos desafios da jornada. Um cristão não pode querer viver a glória da promessa sem passar pela trajetória da promessa. Muitas pessoas se iludem achando que não terão dificuldades no meio do caminho e desistem antes de ver a Palavra cumprida. Quando deveriam abraçar com perseverança a Palavra apesar de qualquer circunstância do meio do caminho.
       Perseguido, criticado, rejeitado, passando no deserto de dificuldades, tentado, não importa qual seja o cenário que você esteja enfrentando continue firme, pois há sobre sua vida uma Palavra de Deus. A trajetória da promessa ao cumprimento da promessa não tem poder de parar a Palavra de Deus na sua vida. O meio do caminho dará lugar a um destino sobrenatural na sua vida.



         Na companhia de Jesus dois ladrões estavam colocados. Na agonia de sua morte sua companhia não era das melhores. Na verdade era o tipo de pessoa que Jesus sempre caminhou quando esteve em vida. O Mestre nunca atraiu religiosos a Sua presença mas pecadores.Em sua morte mais uma vez os rejeitados da sociedade cercavam Ele.Sua proximidade despertou a atitude deles. Um despreza, o outro reconhece sua glória (Lc 23.39-43). Ladrões a beira da morte com atitudes diferentes. Passado de crimes igual, situação na cruz idêntica mas atitudes diferentes ao tratar Jesus.
           Ao olhar os ladrões na cruz podemos perceber que a ação de hoje  pode ser diferente de outros apesar dos erros do nosso passado. Um passado de crimes pode ser apagado por Aquele que é santo e está ao nosso lado. Contemplar a atitude desses criminosos nos faz ver que é possível estar no mesmo problema com alguém e agir diferente dessa pessoa. Nós não precisamos ser impacientes, murmuradores e cheios de dúvida como muitos a nossa volta são no momento da adversidade. Podemos reconhecer o privilégio da presença que está conosco no meio de nossa agonia.
          Um desses ladrões não se importando com o seu passado e com sua situação reconheceu quem estava com ele. Esse ladrão ouviu da boca de Jesus: "Hoje mesmo estará comigo no paraíso (Lc 23.43)". Um homem que a bíblia não diz o nome entrou no céu ao lado de Jesus. Uma atitude diferente em relação a Cristo pode fazer de um criminoso anônimo na terra, um cidadão festejado no céu na companhia de Jesus. Aja diferente de quem está perto de você e um paraíso de futuro estará adiante de você.



   “De todas as nossas faltas, aquela da qual nos desculpamos mais facilmente é a preguiça.” Esta frase do escritor francês François de la Rochefoucauld nos lembra a dificuldade que o ser humano tem em assumir a sua preguiça. Muitas vezes ele dá desculpa colocando a culpa em outras coisas e não assume que deixou de fazer algo por causa da preguiça. Por não reconhecer a preguiça como causadora a mesma continua gerando problemas.
 
    Parte dessa dificuldade em reconhecer a preguiça e trata-lá vem do fato que nem todos nós somos em todas as tarefas preguiçosos. Teremos na verdade áreas especificas que este pecado da preguiça tentará contra a nossa vida. Talvez você não tenha preguiça de trabalhar, mas lide com ela na hora de orar. Quem sabe é ativo para exercícios físicos, mas tenha dificuldade em limpar a casa. Primeiro identifique a área a lidar com a preguiça e depois leve a sério essa situação. Porque muitas vezes o sofrimento de hoje é resultado da preguiça de ontem.
 
     Por preguiça de orar e ler a bíblia vejo crentes fracos que tem sido destruídos pelas situações. Vejo cds, livros e projetos nunca saírem do campo das ideias por pura preguiça de se dedicar. A Bíblia diz: "A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome. (Pv 19.24)" Não passe fome quando existe uma mesa farta preparada. Não coloque a responsabilidade nas pessoas ou situações quando o motivo de não agir é a preguiça. Domine a preguiça hoje para que ela não controle o seu amanhã.


Quantos de nós já passamos da hora fazendo algo e nos prejudicamos? Quem já passou tempo demais trabalhando, na frente da TV, descansando, tomando sol ou em relacionamentos nocivos? Se isso aconteceu e você tinha um bom amigo por perto para te chamar a atenção ele talvez tenha usado a colocação: "até quando?" Quando ouvimos essa expressão percebemos a repreensão de alguém pedindo que paremos com tal atitude. Na verdade "até quando" nos revela que já passamos do tempo fazendo algo e precisamos mudar de atitude.
        Deus disse um "até quando" a Samuel: "Então disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.(1Sm 16.1)" Samuel tinha ungido Saul como rei e esse havia feito o que o Senhor reprova e por isso Deus o havia rejeitado da posição de rei. Mas Samuel continuava entristecido e com dó de Saul. Apegado a Saul por tempo demais. Por este motivo Deus o repreende perguntando: até quando continuará apegado a algo que rejeitei?
 
        E você? Até quando continuará apegado ao que Deus mandou entregar? Até quando vai continuar chorando por pessoas ou relacionamentos que Deus não aprova? O momento que passa apegado ao que é ruim é também o mesmo tempo que não está usufruindo o melhor. Ao largar a tristeza por Saul e obedecer a Deus, Samuel libera a unção sobre Davi. Você nunca vive o tempo de Davi apegado a Saul. Para levantar um novo futuro precisamos abandonar o nosso apego emocional do passado. Por melhor que tenha sido sua "fase Saul" obedeça ao que Deus está dizendo hoje. Ter sido bom no passado não significa que será bom hoje. Seu futuro agradecerá ao entender a mensagem de Deus quando Ele fala a você: até quando?


    Um pouco de tinta nas mãos de um pintor se torna uma obra de arte. Uma batuta nas mãos de um maestro faz nascer uma sinfonia. Uma semente nas mãos de um agricultor pode gerar um belo jardim. Um pouco de barro pode se tornar um lindo vaso nas mãos do oleiro.Uma pedra diante de um hábil escultor se transforma em uma escultura. Aquilo que é simples pode se tornar extraordinário, dependendo das mãos que estiverem trabalhando.
     Entenda, o que transforma coisas simples em espetaculares são as mãos que as moldam.O barro, nas mãos de pessoas comuns continua sendo apenas barro. Mas, nas mãos do oleiro, o barro se torna um vaso.O que importa então não é a coisa em si, mas as mãos que estão trabalhando. Nós seremos apenas barro se não estivermos nas mãos do Oleiro Eterno.  
   Você pode ser instrumento de milagres, derrubador de gigantes, pescador de multidões. O único limite para aquilo que você pode se tornar é a imaginação do Oleiro. Ele sabe o que é melhor para você. Ele tem um projeto glorioso enquanto Ele molda você. Enquanto Suas mãos deslizam em sua alma a imaginação do Eterno consegue te ver como um recipiente dos tesouros dEle.
    Você nunca viu um arquiteto consultar tijolos para edificar um prédio. Também nunca verá um carpinteiro perguntar à madeira como será o móvel. Quando o Oleiro foi moldar o primeiro homem, não discutiu com o pó da terra como faria.
"Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?" (Rm 9.20) “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro”(Rm 9.21a RC).
     O projeto que Deus tem para você não está em discussão. No vocabulário do barro, não existem frases como: “Porque você está fazendo isso?”, “Não quero assim!”, “Daquele outro jeito é melhor!”, “Não mereço ser isso tudo!”, “Aí não, aí dói!”, “Como eu posso virar isso tudo que você está falando?”.
     O Oleiro pensa, o Oleiro trabalha e o barro está apenas entregue. Deixar Deus moldar um barro para torna-lo um vaso é obedecer sua Palavra, seus pensamentos. É acompanhar o movimento de suas mãos. Não acompanhe o mundo, a mídia, o que os outros fazem, acompanhe as mãos dEle. Não acompanhe seus pensamentos ou sentimentos, acompanhe as mãos dEle. Mesmo que não faça sentido, que pareça difícil, obedeça e você verá aquilo que é sem forma e vazio se tornar um jardim.
       Aqui está um ponto onde muitas pessoas param o trabalhar de Deus na vida delas. Elas dizem: “Mas é tão difícil largar a minha vontade pela vontade do Oleiro. Eu não tenho forças para fazer isso.” Um momento, meu irmão, um momento! Mas que barro tem poder para virar vaso? Afinal, o poder não está no barro, está nas mãos do Oleiro. Enquanto o barro estiver procurando forças em si mesmo para se tornar um vaso ele nunca o será.


   "Vocês nunca leram esta passagem das Escrituras? “ ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular;'". (Mc 12.10) Ao discursar Jesus pergunta aos seus ouvintes: vocês nunca leram esta passagem das Escrituras? Existem pessoas que passam por situações de rejeição e decepção com homens que parecem que nunca leram essa passagem. Elas parecem conhecer o texto, mas não leram a clara e implícita mensagem: a pedra da rejeição vai ser material usado na construção. O Cristo que foi rejeitado também é o mesmo que será o fundamento da Igreja.
 
     Muitos estão lendo a rejeição e fracasso como o fim mas Deus diz que é a pedra principal de construção. O que parece que é o fim é apenas o inicio. Esta mensagem é tão importante pois é nos aparentes fracassos da vida que muitas vezes se define os futuros. A desistência bate na porta não na hora da alegria mas das tristezas. Somos tentados a decidir desistir quando o que nos propomos a fazer não foi aceito e bem sucedido.
      Precisamos entender que Deus usa o lixo para fazer tesouro. O Senhor é especialista em fazer a morte virar testemunho de ressurreição . Um possível apedrejamento em uma nova chance de perdão para uma mulher adúltera. Uma enfermidade relato da glória de Deus. Uma escravidão no Egito preparo de um governador. Uma fornalha para revelar Sua presença. Por isso, lembre-se: o que parece te destruir vai cooperar para o seu bem. A pedra da rejeição vai ser a de fundação.


 
       “Jesus chorou.” (Jo 11.35) Aquele que enxugará toda a lágrima dos nossos olhos, sentiu tristeza a ponto de chorar observando a dor das pessoas que estavam chorando a morte de Lázaro. No entanto, Jesus não deixou a emoção governar sua atitude de fé que iria liberar o milagre.Como homens temos também em nossa alma a possibilidade de se emocionar. O que não podemos é deixar o que sentimos em nossa alma governar aquilo que cremos. A fé não é um sentimento. A escritora Joyce Meyer disse: “Parece que nós cristãos estamos sentindo ou não sentindo o tempo todo. Como cristãos precisamos nos concentrar no que cremos não no que sentimos.” Será que estamos concentrados demais em nossos sentimentos a ponto de perdemos o foco do que cremos?
          Você pode sentir que não é abençoado. Pode sentir que as coisas não vão dar certo. É possível que sinta como se Deus não estivesse te ouvindo. Enquanto lê estas palavras é possível que não esteja emocionado a ponto de perceber que Deus está com você agora. Mas o que você sente concorda com o que você crê? Você agirá com base no que crê ou no que você sente? Pense bem ao responder essa pergunta, pois tanto o crer quanto o sentir podem comandar o seu comportamento.
         Se você, por exemplo, começar a sentir que as coisas não vão dar certo em alguma área da sua vida, isso vai ser o alicerce onde o seu comportamento será construído. A partir deste sentimento você pode tratar as pessoas a sua volta com irritação. Pode abrir sua boca para reclamar do que está acontecendo ou murmurar a respeito de pessoas que não te ajudaram na questão. Permitirá a ansiedade tomar conta a ponto de ficar falando sobre o assunto seguidas vezes sem perceber outras coisas boas que acontecem a sua volta.
           Antes de ressuscitar Lázaro, Jesus chora, porém não age com base no sentimento. Se ele agisse com base no sentimento, talvez parasse e se lamentasse por não ter chegado a tempo. Se agisse pelo sentimento, Jesus não chamaria Lázaro para fora. O choro não paralisou Jesus, pois sua convicção o chamou para viver o sobrenatural.
          Perceba o que a Palavra está ensinando. Não é errado sentir. Se fosse, Deus não haveria nos dado sentimentos. Contudo, sua vida terá prejuízos se obedecer a tudo que o seu sentimento mandar. Se o choro te parar, você não verá a alegria da ressurreição. Não deixe o seu choro impedir sua trajetória. Faça como Jesus. Mesmo em lágrimas chame seus “Lázaros” à vida! Continue crendo apesar de como você se sente.
Não é choro que produz milagre, é fé.
 
           O sentimento não vai ressuscitar o morto, mas sua fé sim. As pessoas estavam chorando e lamentando-se há quatro dias naquele lugar e Lázaro continuava morto. Ficar se lamentando pelo que aconteceu não vai mudar o fato. Lamentação não muda os fatos, mas fé sim. Jesus nunca disse: “Vai, o teu choro liberou o milagre”, porém disse diversas vezes: “Vai, a tua fé te salvou”. Se sentir não produz o sobrenatural precisamos ter uma postura firme de agir apesar do que sentimentos. Precisamos crer tanto na Palavra que não vamos parar o que estamos fazendo para Deus por causa do jeito que nos sentimos. Choro resolvido é hora de crer que nossos “Lázaros” podem reviver.


    "Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face." (Sl 42.5) Este texto não está nos ensinando a falar com Deus sobre o abatimento e perturbação da nossa alma. Na verdade, o salmista está falando a sua própria alma para esperar em Deus. De certo podemos clamar e entregar nossa alma a Deus contudo precisamos aprender também a ministrar convicção a nossa alma.
      A palavra meditar no hebraico contém vários significados, um deles é conversar consigo mesmo. Quem medita na Palavra fala consigo mesmo a respeito Dela. Isso é muito importante pois a Palavra de Deus gera em nosso espírito convicção e faz as perturbações e inquietações da alma se calarem. O salmista também diz que ele fez calar e sossegar a alma dele (Sl 131.2). Se ele fez calar é porque a nossa alma tem uma voz. A voz das circunstâncias, sentimentos, vontades podem ser alguns dos sons liberados pela nossa alma. Se ele fez sossegar é porque ela também pode ficar agitada. O agito das preocupações, ansiedades, culpa podem ser alguns dos inconvenientes da perturbação de nossa alma.  Precisamos confessar a Palavra de Deus, pois ela é poderosa para calar e sossegar nossa alma.
        Podemos escolher não ministrar a Palavra de Deus a nós mesmos,  mas precisamos entender que se não a confessarmos a alma vai falar e   assim comandar através dos sentimentos nossas convicções. Ou você ministra convicção a sua alma ou ela irá ministrar sentimentos a sua convicção. Por isso, abra sua boca e diga em alta voz: "Minha alma não fique perturbada e aflita confie em Deus. Ele está no controle. O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Essa situação não é para me destruir mas para Deus ser glorificado. Saia da tristeza e do desânimo, pois o Teu redentor vive!"  Fale consigo mesmo a Palavra de Deus e não deixe sentimentos mudarem suas convicções.


  “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda.” Jo15.1,2 Este texto nos ensina que o ramo que não dá fruto o Senhor corta mas o que está dando fruto Ele irá podar. O ramo que está dando fruto é aquele que já está na igreja e vivendo o evangelho. Para esse Deus tem mais. Não importa o quanto você é frutífero no reino através da poda do Agricultor você pode dar mais fruto.  
      O que é a poda?  “Poda, em paisagismo e jardinagem é a prática de remover partes doentes, não produtivas, ou também partes indesejadas de uma planta. A proposta da poda é dar forma à planta controlando ou direcionando o crescimento dela, mantendo sua saúde, ou aumentando o rendimento e qualidade das flores e frutos.”*  A poda feita pelo agricultor visa retirar do ramo partes doentes e desnecessárias do mesmo para que ele possa dar fruto. É interessante pensar que mesmo dando fruto galhos e partes doentes se desenvolvem num ramo de forma que ele necessite de poda. Se a poda não for feita essas partes doentes e desnecessárias desenvolvidas enquanto havia frutificação podem impedir o ramo de dar mais fruto. Muitas vezes estamos frutificando, mas não percebemos que junto ao fruto que damos coisas desnecessárias e doentes vão paralelamente se desenvolvendo em nós.   
  Os discípulos de Jesus tiveram isso mas o próprio Jesus disse: “Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado.” (Jo 15.2,3) Jesus disse que através de sua Palavra os discípulos já estavam limpos. A poda pela Palavra já estava feita neles. Quando nos expomos e obedecemos a Palavra, o Senhor retira de nós o que irá nos impedir de dar fruto. Contudo, quando não ouvimos o que Deus nos diz e obedecemos a sua direção passamos por situações que Ele usará para nos podar.  
   Jesus alertou  a Pedro que o mesmo iria o negar. Ao invés de Pedro ouvir o que Jesus dizia e clamar por ajuda ele afirma sua auto-suficiência dizendo que jamais negaria a Cristo. Sobre esta situação Jesus disse: "Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lc 22 31,32)
Repare que Jesus não orou para que a situação não acontecesse mas para que a fé dele não desfalecesse.  Observe também a expressão “peneirar como trigo”. O processo de peneira é para manter o grão de trigo e retirar toda a impureza. Na peneira há uma seleção que retira o que não é bom do trigo para que depois da peneira só reste o que será aproveitado. Peneira nos traz a mesma ideia de poda. Pedro não seria destruído pela situação ele seria apenas peneirado ou podado para que pudesse ser um excelente grão de trigo e assim fortalecesse os seus irmãos.  
       No processo de amadurecimento passamos por "peneiras" que podem em um primeiro momento parecer que estão nos destruindo mas que no final será apenas uma poda de impurezas que redundarão em um cristão melhor e mais maduro capaz de abençoar a outros.
*https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Poda


"Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo." (Gl 1.10) Em outras palavras Paulo está dizendo que popularidade demais pode ser a apostasia da fé. É procurando ser aprovado pelos homens que podemos ser desaprovados por Deus.
Muitas pessoas têm medo de serem rejeitadas e acabam nunca dizendo não. Elas não percebem que essa prática pode acabar as levando para fora da vontade de Deus. Mulheres com medo de perder seu namorado se dizerem não aos desejos dele. Homens com receio de suas esposas não gostarem de sua recusa acabam dizendo sim para tudo. Pessoas com medo de perderem a amizade de alguém terminam cedendo suas convicções por caprichos desse alguém. Essas pessoas não percebem que se um relacionamento for perdido por dizer "não" é porque na verdade ele nunca existiu. Uma pessoa pode ficar chateada por ter ouvido uma recusa entretanto isso passa e é resolvido quando existe uma aliança.
Precisamos nos lembrar que quando sempre dizemos sim para os homens acabamos cedo ou tarde dizendo não para Deus. Precisamos amar e servir as pessoas, contudo nunca podemos deixar a vontade de Deus de lado por causa de pessoas. Jesus chegou a dizer: "Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?" (Jo 5.44) Ou seja, como vocês podem crer no que eu digo se vocês estão buscando ser honrado por homens e não apenas por Deus? Se não aprendemos a dizer não para as pessoas por amor a Deus não vamos crer na direção e orientação de Deus para nós principalmente quando isso desagradar alguém. Por isso, mesmo com medo e desconfortável aprenda a dizer não.


Na partida de futebol o árbitro é responsável pelo bom andamento do jogo. Ele autoriza a bola rolar, valida gols, marca infrações, adverte jogadores, expulsa os indisciplinados, tudo para que o jogo possa acontecer dentro da normalidade. O que um árbitro faz numa partida de futebol, a paz de Cristo quer fazer em nosso interior: “Que a paz de Cristo seja o árbitro em vosso coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecido” (Cl 3.15).
A paz de Cristo quer autorizar não a bola rolar, mas as direções de Deus fluírem em nossa vida. Essa paz vai imprimir em nosso interior convicções sobre aquilo que é do Espírito e precisa continuar acontecendo em nossa existência. Muitos querem saber qual é a direção de Deus para suas vidas, porém, não prestam atenção à paz de Cristo dentro de si. Em seu espírito estão perturbados, inquietos e mesmo assim continuam fazendo o que a paz de Cristo claramente está sinalizando que não. Muitas vezes a paz de Cristo levanta “cartão vermelho” para atitudes, relacionamentos, projetos que estão residindo em nossa vida. Embora nossa alma possa estar querendo fazer algo errado, nós que nascemos de novo temos dentro de nós uma sinalização que precisamos respeitar. Um cartão vermelho não tem som ou voz, no entanto, um jogador sabe ao olhar para o mesmo apontado para ele que precisa sair da partida. Da mesma forma a paz de Cristo levanta em nosso coração uma sinalização silenciosa, mas que precisamos ser sensíveis para perceber.
Muitos perderam essa sensibilidade porque não se esforçam para se manter em paz”. Aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la.” (1Pe 3.11) “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.”(Hb 12.14) Se a Bíblia diz que precisamos buscar e nos esforçar para viver em paz é porque podemos perdê-la. Muitas pessoas não se esforçam para manter e ainda parecem desejarem jogá-la fora. Falam mal dos outros, se intrometem na vida alheia, guardam magoa, não buscam a Deus e depois não percebem que estão jogando uma partida sem árbitro.
Agora, imagine um jogo de final de copa do mundo em que os dois times estão ansiosos em vencer, mas na partida não há bandeirinhas ou árbitro. Onde seria falta? Quem seria expulso ou estaria impedido? Quem marcaria um pênalti? Com certeza a confusão ia se alojar, pois onde falta o juiz da paz sobra pertubação. Diversas pessoas estão confusas na partida da vida sem a presença da paz de Cristo, que é o árbitro dentro delas. Estão assim permitindo situações se alojarem em suas vidas que já deveriam ter sido expulsas há muito tempo. Impedindo assim a “bola do propósito” de Deus rolar, pois não têm a autoridade do juiz presente. Não permita que sua existência fique sem a paz. Busque se relacionar com Cristo. Em oração, o Senhor restaurará a paz dEle dentro de você. Procure não falar mal dos outros ou agir fora dos princípios da Palavra de Deus. Não jogue a partida sem o árbitro.


 
      Neste mundo as pessoas muitas vezes não gostam de misturar o que é diferente. O rico mora longe do pobre. O saudável distante do enfermo. O santo não se aproxima do pecador. Algumas pessoas chegam a dizer que o que é bom nunca se mistura com o que é ruim. Jesus, no entanto, contradiz essa lógica mundana. O dono do ouro e da prata esteve próximo ao pobre. O saudável tomou sobre si as enfermidades do doente. O santo não esperou o pecador se arrepender para chegar perto.
 
     Contemplar a santidade e grandeza de Deus é extremamente impressionante, pois Ele não distanciou Sua perfeição da condição de pecador e fraqueza do homem. Muitas vezes Deus não limpa para entrar, mas entra para limpar. Ele entrou na casa do desonesto Zaqueu e no barco do pecador Pedro antes de transformá-los.
 
       O amor do Pai não isolou a presença de Cristo dos que erram, mas entregou o seu Filho para que os pecadores sejam transformados. Por essa razão você precisa se aproximar de Deus. Pare de olhar para suas falhas e olhe para a grandeza do Pai. Nenhum de seus defeitos afastou o amor de Deus da sua vida. O Pai rico, limpo e justo está correndo para um filho pródigo, pecador, sujo e pobre para o abraçar, limpar, restaurar, festejar e o trazer de volta para casa (Lc 15.20-24). Olhar a santidade de Deus não pode nos levar a desistir de se aproximar; contudo, tem que nos conduzir a nos achegarmos constrangidos porque pelo Seu amor Ele resolveu não distanciar Sua força da nossa fraqueza.


 
     Meu pai certa vez comprou um celular, mas não sabia usar várias funções do aparelho. Ele tinha ao seu dispor recursos como o bluetooth, mas, por não saber utilizar, ele não usava. Assim como o meu pai, no reino de Deus temos muitas bênçãos à nossa disposição, mas não sabemos o que temos e como usar, e, por isso, não usufruímos das mesmas. Repare como a palavra “sabendo” nesse texto é fundamental, por exemplo, para usufruirmos da bênção da alegria: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tg 1.2,3,4).
 
      Para termos alegria nas tribulações e provações da vida precisamos saber que elas vão produzir qualidades cristãs em nossa fé. O apóstolo Tiago não nos manda estarmos alegres com o que estamos passando, mas com o que podemos nos tornar após essa situação. Se não tivermos consciência de nosso crescimento no meio da provação vamos acabar nos entristecendo no meio de nossas provações. A sabedoria divina enxerga mais do que um momento de dor. Ela vê a transformação de nossos corações. Mais do que olhar externamente, o sábio se alegra com o que Deus está fazendo dentro dele. O apóstolo Paulo também usa a expressão “saber” a respeito da tribulação. “Nos gloriamos nas tribulações sabendo que a tribulação produz perseverança” (Rm 5.3). Para ter alegria, precisamos saber que nossas provações e tribulações não vão nos destruir, mas sim produzir qualidades cristãs à nossa fé.
 
     Agora, precisamos saber também que a provação vem testar a nossa fé para então nossa fé produzir a perseverança. A tribulação ou provação não vai sozinha produzir perseverança. Precisamos deixar a provação confirmar a nossa fé para, então, a perseverança ser gerada. Tem pessoas que saem de provações piores do que entraram por que não procuraram viver a altura de sua fé. É a nossa convicção em Deus, testada pela provação, que levará nossa fé ao nível da perseverança. Não deixe de usufruir da bênção da alegria que Deus já lhe deu, mesmo em momentos difíceis.


        Entristeço-me quando vejo um cristão cair no erro. Não gosto quando vejo alguém murmurar, ser impuro, roubar, etc. No entanto, o pecado mais triste de todos para mim é o orgulho. Pois quando alguém murmura e não deixa o orgulho reinar, se arrependerá, se foi impuro se purificará, se roubou será honesto; no entanto, se cair no pecado do orgulho não assumirá que errou, não aceitará a correção e continuará vivendo debaixo do erro. Por isso, acima de suas imperfeições mantenha um coração humilde. Saiba ouvir e aprender.
 
Se eu me entristeço com a soberba, Deus faz algo ainda mais sério: Ele resiste. “Deus resiste ao soberbo, mas concede graça aos humildes” (Tg 4.6). Deus arma resistência aos orgulhosos; contudo, não resiste aos humildes a ponto de liberar sua graça aos mesmos. Os humildes são irresistíveis para o Senhor porque não resistem a correção que Ele faz. São pessoas prontas para ouvir e aprender. Quando ouvem uma correção não dão desculpas disso ou daquilo, mas assumem o que fizeram e são rápidos a se arrependerem e mudarem.
 
      Os humildes não olham para si, mas para Deus. Reconhecem sua fraqueza; no entanto, não deixam de obedecer ao Senhor por causa dela. Pois sabem que ordem dada por Deus precisa apenas da sua obediência e da força do Eterno. O orgulhoso, entretanto, olha para si, e se achar que não pode desiste mesmo que Deus esteja dizendo que ele pode. Por outro lado, se acreditar que pode fazer, o orgulhoso fará e atribuirá a si, e não ao Senhor o êxito.
 
      O humilde é irresistível para Deus, pois embora ele saiba de suas limitações, procura andar na ilimitação divina. Por essa razão quando o sucesso vem,  o humilde sempre dá a glória a Deus, porque sabe que só conseguiu pela capacidade do Senhor. Esteja pronto para ouvir, aprender e ser corrigido. Seja o tipo de pessoa que está concentrada na habilidade de Deus e não na sua debilidade e você verá que sua vida será tão irresistível para o Senhor que o céu estará à sua disposição.


 
    Quantas pessoas, em sua caminhada cristã, afirmam estarem cansadas e precisando de um renovo? No entanto, constatam o fato, mas não fazem nada para mudá-lo. A Bíblia diz no Salmo 91 que no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente, encontramos descanso. É uma escolha sua reclamar do seu cansaço ou correr para o esconderijo do Altíssimo.​ Imagine um copo que tivesse vida própria e estivesse dizendo: “Eu sou um copo tão seco, tão sem-graça, sem água dentro de mim”. Enquanto isso, bem ao lado dele está uma torneira aberta. Alguns crentes parecem esse copo. Reclamam da sua sequidão e necessidade de renovo, mas não param no esconderijo do Altíssimo para recebê-lo.
 
         A Palavra diz que são os que esperam no Senhor que renovam as suas forças (Is 40.31). Ou seja, a bênção do renovo está esperando você entrar no lugar de descanso e esperar em Deus. Sem o descanso, Deus não pode trabalhar. Deus só trabalha para um tipo de pessoa, aquele que Nele espera (Is 64.4). Se você não arrumar espaço para descansar, Deus não terá espaço para trabalhar. Se você não arruma tempo para descansar no Senhor, você pode está fazendo o trabalho sozinho, na força apenas do seu braço.
 
     Como você sabe se é Deus ou você que está trabalhando por sua vida? Você está cansado? Anda preocupado? Pensa o tempo todo em fórmulas para resolver seus problemas? Parece estar no mesmo lugar sempre, em algumas áreas da sua vida? A reclamação está sempre em seus lábios? Está sem ânimo? Estressado? Se a resposta for sim, você não está descansando no Senhor e está trabalhando sem a ação Dele.
 
    A sombra do Todo-Poderoso, que traz descanso e renovo para sua vida, envolveu Maria e gerou nela o maior avivamento da história, chamado Jesus. Parar para descansar e receber renovo pode gerar em você algo sobrenatural que vai transformar a vida de pessoas ao seu redor. Deixe de lado a reclamação pelo seu cansaço e corra para um esconderijo celestial em Deus,  em que as limitações da terra não podem encontrá-lo.




 
“Ainda que” é uma expressão que usamos para indicar que embora tudo conduza para um lado, iremos para o outro. Sugere que mesmo que as circunstâncias estejam contrárias não desistiremos. O apóstolo Paulo usa essa ideia ao dizer: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2Co 12.15). Essas palavras escritas pelo apóstolo Paulo revelam que sua doação aos homens não está atrelada a retribuição e reconhecimento dos mesmos.
 
        Precisamos de uma geração que diga mais “ainda que”. Necessitamos decidir nos doar pelas pessoas ainda que não haja a gratidão das mesmas. Precisamos amar ainda que não sejamos amados. Obedecer ainda que sejamos apedrejados. Pois, quem condiciona sua obediência a Deus pela aprovação do outro irá parar quando o mesmo o rejeitar. Embora fazer sem reciprocidade pareça ser uma tarefa difícil ela pode ser feita se estivermos atentos ao foco que Cristo tinha na Terra. O Mestre amou ainda que os outros o maltratassem, pois tinha como foco de obediência a vontade de Deus e não a reação das pessoas. Seu objetivo era fazer o Pai feliz e não desistir pela rejeição dos homens. Se o foco for agradar a Deus, a traição de Judas, a negação de Pedro, as chicotadas e até mesmo a Cruz não vão nos parar.
 
      A geração do “ainda que” é perseverante, pois tem sua alegria em Deus e não nos resultados da terra como alvo maior. Essa geração é capaz de dizer: “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17,18). Responda ao chamado de Deus e decida ser um adorador ainda que tudo esteja desabando ao seu redor.




           “E houve também entre eles contenda sobre qual deles parecia ser o maior” (Lc 22.24). Essa discussão foi feita pelos doze discípulos de Jesus quando a missão terrena de Cristo estava próxima do fim. Isso significa que após quase três anos ouvindo o melhor líder da história ensinar, esses homens ainda estavam brigando entre si para ver quem era o maior deles. Esse conflito entre os discípulos é chocante exatamente pela contradição do ensino que eles ouviram e viram na vida do Mestre. Tudo o que Jesus ensinava tinha a ver com ser o menor e não o maior, o último e não o primeiro, servo e não quem está sendo servido. Os discípulos, por meio dessa discussão, mostravam que ainda não tinham compreendido o ensinamento.
 
 
Nem sempre as palavras e o exemplo visto significam que as pessoas à volta estão compreendendo a mensagem.  Alguns líderes se desesperam ao ver contendas, conflitos que são tão contraditórios ao que foi ensinado por eles. Muitos preciosos líderes estão pensando em largar seus postos, pois acreditam que o trabalho que realizam tem sido em vão ao ver as atitudes dos seus liderados. Entretanto, não esmoreça, se o Mestre dos mestres passou por isso com seus liderados nós também passaremos.
 
      Aliás, ao observar o comportamento dos discípulos vamos ver que depois de quase três anos intensos de discipulado esses doze homens falharam bastante. Pedro golpeou a orelha de um soldado e negou Jesus três vezes, Tomé não acreditou na ressurreição, outros ficaram tristes e duvidosos no caminho de Emaús, sem contar que todos os onze também não acreditaram, como Tomé, na ressurreição. Por isso, é tão importante que o líder tenha paciência com os erros dos discípulos. Porque uma lição ainda não aprendida hoje não significa que não será vivida no futuro.
 
      Depois da contenda dos discípulos, Jesus não demonstrou ira, espanto ou desespero com aquela situação.  Na verdade, o Mestre aproveitou a situação para reforçar o ensinamento: “E houve também entre eles contenda sobre qual deles parecia ser o maior. E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes, o maior entre vós seja como o menor; e quem governa, como quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve” (Lc 22.24-27). Jesus repreendeu o desejo deles de ser o maior, ensinando que esse status só se alcança pelo  serviço. Continue trabalhando para o Senhor e crendo na importância do que faz. Não ache que foi em vão, continue ensinando. O Mestre não apenas ensinou de novo a lição sobre serviço como entregou a vida em amor por essas pessoas que pareciam tão lentas para aprender. As pessoas erram no processo de aprendizado, mas assim como os discípulos do Mestre, elas podem se erguer, mudar e assim fazer a diferença na história.




       Todos nós nos ajeitamos um pouquinho na hora de tirar fotos. Uma pose, um sorriso e pronto: momento registrado. Seja o culto, a festa ou almoço a foto servirá para nos lembrar de tal momento. No entanto, por mais que a fotografia nos lembre do evento nunca ela dirá como realmente foi o acontecido.  Já vi fotos de festas onde pessoas posaram com um sorriso e roupas bonitas, quando a celebração teve na verdade mais a cara de um velório. Nesta época de redes sociais, como o facebook, vemos pessoas posarem para fotografias em lugares tão lindos, cheios de tanta gente e achamos tudo maravilhoso quando tudo aquilo pode não passar de mera glamourização e distorção do real.
 
        Enquanto muitos se fotografam num palácio, o coração pode ser, na verdade, a imagem de um casebre. Relatam riqueza quando a realidade é miséria. Mostram sorrisos quando o interior está em lágrimas. Não se engane com multidões, beleza ou glamour pois uma foto só mostra a aparência e não o coração. O Senhor Jesus certa vez ao se referir a um grupo de religiosos disse: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). Diante dessa colocação podemos ver que é possível passar uma imagem a outros que não condiz exatamente com a realidade. Muitas pessoas posam não apenas nas fotos, mas na vida tentando esconder suas fraquezas e seus erros e não percebem que o relógio da vida está passando há muito tempo enquanto elas sofrem debaixo de seus mistérios.
 
         Peço ao Senhor que nos livre de parecer mais do que realmente somos. Desejo que Ele possa não apenas nos fazer sorrir para um momento, mas tocar de forma eterna nossos corações. Que possamos ser radicalmente sinceros e nos entregarmos a Deus a ponto que o Senhor transforme toda mentira cativa em verdade dentro de nós. Oro a Deus para que Ele possa mudar mais corações do que rostos e assim nossas fotos serão não apenas imagens, mas retratos fiéis do que aconteceu dentro de nós. Clamo ao Senhor que haja menos pose e mais coração!




 Jesus fez o seu primeiro milagre em um casamento em Caná da Galileia ao transformar água em vinho (Jo 2.11). Até esse momento então o Mestre não era conhecido como alguém que fazia milagres. Ao observamos este fato vemos que os noivos não estavam interessados no que Jesus podia fazer ao convidá-lo para essa festa. Não estava em jogo uma possível necessidade que Ele resolveria. É interessante perceber que os dois não estavam com alguma enfermidade ou tão pouco num momento triste ao fazerem o convite ao Senhor. Isso nos leva a pensar que Jesus estava sendo convidado por quem era, não pelo que fazia ou para resolver alguma necessidade.
      Se sua vida está em “festa” e sem mais necessidades você ainda está querendo relacionamento com a presença de Deus? Esses noivos que não sabemos seus nomes nos levam a pensar se resumimos o desejo à presença de Deus a realidade atual das nossas necessidades. Se buscamos a Deus apenas quando estamos enfermos significa que o vemos apenas como um remédio e não como uma pessoa. É verdade que Deus atende as nossas necessidades e é misericordioso conosco, no entanto, precisamos amadurecer e buscarmos estar com Ele independente se estamos em uma festa ou funeral.
         Buscar relacionamento com Deus acima de Suas bênçãos é a chave para a alegria. Se a figueira não florescer ou não houver fruto na vide sua alegria estará Nele. Se faltar o vinho da alegria no meio da festa de sua existência haverá um milagre de transformação esperando. Se o alvo for se relacionar com a presença de Deus nem a falta nem a fartura afetará a alegria que existe no seu coração. Por isso, faça da oração e da busca de agradar a Deus seu maior objetivo de vida e você verá que a “água da tristeza” se renderá ao “vinho da alegria.”




 Alguns problemas fazem parte da vida, mas outros foram causados pelos nossos erros. Certa vez um desses problemas veio na forma de uma tempestade sobre o barco, em que a causa dela estava: a desobediência de Jonas. “Fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se. Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono” (Jn 1.4,5).
           Enquanto os marinheiros clamavam e lançavam cargas no mar, a causa da tempestade dormia. Essa cena parece um retrato da vida de muitas pessoas hoje. Elas clamam, não a qualquer deus, mas ao Deus verdadeiro, se esforçam, gastam tempo mas deixam a desobediência dormir no porão da alma. Agem em várias esferas, mas não vão na raiz do problema e por isso o problema continua dando frutos. Fazem a oração parecer sem poder porque não a acompanharam de obediência. Muitas pessoas, por exemplo, oram por paz na família, mas não têm atitudes pacíficas. Pedem a Deus que os cônjuges sejam amorosos; no entanto, elas mesmas não andam em amor. Existe momentos que a tempestade não cessa com a oração, mas sim com a correção da postura.
        A Palavra de Deus diz que os marinheiros: “levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria” (Jn 1.15). Quando estes descobriram que a causa era Jonas não perderam tempo e o lançaram ao mar. Ouso dizer que se eles, depois de saber o motivo, tentam resolver orando, remando ou esperando, o barco teria sido quebrado pela tempestade. Não deixe o barco da sua vida quebrar quando você já sabe o que deve fazer. Não tente de outra forma, lance a desobediência fora da sua vida. Pare de colocar a culpa nos outros, assuma sua responsabilidade. Os frutos desse tipo de problema só acabarão quando a raiz do erro for arrancada pelo arrependimento.




         Diante de tantas decepções e maldade humana as pessoas decidiram olhar relacionamentos de uma forma pessimista. Acabam se dedicando a ver o pior nos outros do que as qualidades. Não percebem que debaixo dessa visão acabam desmerecendo o valor e o sucesso das pessoas, e assim prejudicando os próprios relacionamentos. A palavra de Deus nos ensina que “o amor está sempre pronto a acreditar no melhor de cada pessoa” (1Co 13.7 AMP). Isso não significa que vamos ignorar seus erros, mas que antes disso vamos perceber o seu valor e acreditar no melhor de cada pessoa.
       O Senhor Jesus fez isso quando conheceu um homem chamado Zaqueu. Esse homem era chefe dos publicanos (Lc 19.1-12). Nessa posição trabalhava para os romanos e tinha uma postura corrupta. Essa classe não era bem vista pelos judeus, pois servia ao romanos que oprimiam o povo e ainda roubavam ao fazer sua tarefa. Um dia, ao saber que Jesus iria passar em Jericó, subiu em uma árvore para vê-lo, pois não tinha estatura para visualizar o Mestre no meio da multidão. Quando Jesus passou, se dirigiu a Zaqueu dizendo que desejava ir à casa dele. Uma grande honra para um homem pecador.
Ao saber disso o povo se manifestou: “E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador”. (Lc 19.7). As pessoas viram apenas o que Zaqueu era, Jesus viu o que ele podia se tornar. Ao entrar na casa de Zaqueu, o Mestre tratou o mesmo com uma honra maior do que ele merecia.
         O amor faz isso: trata as pessoas com honra maior do que elas merecem. Como afirmou o escritor Goethe: “Trate um homem como ele aparenta ser e você o tornará pior, mas trate um homem como se ele já fosse aquilo que ele tem potencial para se tornar e você fará com que ele se torne o que deve ser”. Quando Jesus foi à casa de Zaqueu, ele o tratou como se o mesmo fosse honesto e não um ladrão. Sabemos que ao fazer isso o ladrão se arrependeu a ponto de dar metade dos seus bens aos pobres. Quando o amor acredita a ponto de se doar pelos pecadores ele está semeando nos mesmos uma colheita de transformação.
Deus viu um libertador e não um homem que não sabia falar bem. Ele chamou de forte e corajoso quem só via sua insignificância. O Senhor chamou de pescador de almas quem se achava um pecador. Ao acreditar e encorajar Moisés, Gideão e Pedro, ele os levou além de si mesmos.
É vital que tenhamos mais em vista as virtudes do que os defeitos, os sucessos do que os fracassos de uma pessoa. Neste ambiente de fé as pessoas se sentirão valorizadas a ponto de mudarem. Do contrário, elas podem se sentir ruins como muitas já se acham ou pior, e assim agirem de acordo com a expectativa geral. Acreditar no melhor do outro não nos dá garantia de que outro vai mudar, apenas oferece à pessoa a oportunidade de ser amada e agir diferente. Por mais que você tenha sofrido, acredite e invista em alguém. Deus fez isso com você. Chega de pessimismo, é tempo de acreditar! Ainda existem muitos “Zaqueus” à sua volta precisando de mudança.


 
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